Sobre Tudo Quando Chove

22 de agosto de 2010

Se apenas uma escolha me restasse,

eu levaria o pôr-do-sol,

ou se uma só herança me bastasse,

um rouxinol

que cantasse a dor das distâncias

e curasse essa saudade

a me invadir enquanto eu canto,

sobretudo quando chove.

Se toda a poesia, numa palavra,

eu ficaria com “jardim”

e, um tipo só de arbusto ali se lavra,

o alecrim,

concentrando o cheiro do longe,

acalmando essa saudade

a me invadir enquanto eu canto,

sobretudo quando chove.

E chove, e chove, chove sem parar,

enquanto eu canto, canto,

ao te esperar.

Se cada vez que eu penso no teu rosto,

vento virasse um vendaval,

desabaria o céu com muito gosto,

que temporal!

Tormenta no mar da memória,

rimando com essa saudade

a me invadir enquanto eu canto,

sobretudo quando chove.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: